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O que há de bom no Museu do Estado de Pernambuco



Recentemente conheci o Museu do Estado de Pernambuco com meu namorado Afonso e registrei com várias imagens para compartilhar essa experiência com vocês. O MEPE - Museu do Estado de Pernambuco - foi criado em 1929 e hoje está localizado no bairro da Graças onde o palacete costumava ser a antiga residência do filho do Barão de Beberibe, Dr. Augusto Frederico de Oliveira. Renovado, este casarão, atual Palacete Estácio Coimbra é um modelo de residência há dois séculos com uma exposição de obras do acervo do museu que reúne pinturas, esculturas, objetos em porcelana, metal e vidro, móveis e imagens sacras que se distribuem na área de arqueologia, cultura indígena, presença Holandesa em Pernambuco, arte Sacra e cultura afro-brasileira que possibilitam a reflexão e percepção dos modos e costumes de vida do cotidiano doméstico na época.



O local procura estabelecer associações entre objetos e possibilitar a assimilação do casarão histórico por meio de temas em cada ambiente: O Casarão e a Cidade; Sala Especial de Porcelana Roque de Brito Alves; O prazer à mesa; Espelho do Oriente; A Europa aqui; Intimidade e Cotidiano; Devoção; jardins com esculturas, canhões, relógio de sol... Apresentarei um pouco de todos espaços.


O Casarão e a Cidade

Gravuras, desenhos, pinturas e móveis compõem o acervo de imagens do Recife nos séculos XIX e XX. Mostram o entorno do casarão com suas chácaras urbanas voltadas para o rio Capibaribe, a mudança da cidade trazida pelo comércio e importância do porto de Recife. A imagem acima representa um elevador da época. Interessante, né?





Sala Especial de Porcelana Roque de Brito Alves

Diversidade de tipos e formatos da coleção de objetos de porcelana sinaliza o ecletismo de estilos e seus gostos. A coleção é composta por porcelanas e opalinas do século XIX, possui peças decorativas como vasos pratos, jarrões em estilo Neoclássico, Barroco e Rococó, de diversas manufaturas europeias decoradas a ouro, pintadas com cenas galantes, paisagens e florais, brasões de armas...




O prazer à mesa

O ambiente demonstra como antigamente as refeições eram essenciais e momentos importantes para encontros de numerosas famílias e ocasiões festivais. A mesa é composta por diversos talheres, porcelanas, utensílios importados da Europa e iguarias. Pode-se imaginar bem como deveria ser a alimentação rica em queijo do reino, vinho português, vinho do porto, bacalhau, porco, feijão preto, pirão, doces, bolos, rapadura, canjica, suspiro, rabanada e várias outras comidas típicas da culinária pernambucana.




Espelho do Oriente

Nos influenciamos muito pela cultura oriental, adquirindo hábitos e costumes que nos cercam até hoje, como por exemplo o chá, das sedas e chitas, esteiras finas para servir de cortinas, mesinhas com caixas de costura, caixas de tabaco, xales bordados e estampados, lenços de seda, móveis e objetos em laca, leques de charão e papel, bengala, chapéu de sol, plantas, frutas, comidas e especiarias como o coqueiro, mangueira, jaqueira, fruta-pão, canela e cuscuz. A exposição apresenta peças da coleção que destacam sua representatividade.




A Europa aqui

Os retratos de personagens da aristocracia e da burguesia, de barões e baronesas, de viscondes e viscondessas, de altos funcionários públicos do Império mostram o aspecto tristonho, formal e melancólico, típicos do espírito da época. Nas peças mobiliárias destaca-se a mão de obra européia. Instrumentos musicais como harpa e piano, peças em porcelana e cristal evidenciam a ostentação de riqueza. Enquanto as senhoras utilizavam o piano para tocara sonata os rapazes recitavam poemas, tocavam violino ou flauta.



Intimidade, Cotidiano e Devoção

Enviados para um internato, a educação de moças nas famílias patriarcais incluía dança, música, piano, bordado, oração, leitura de romances, aulas de francês e inglês. Antigamente paqueravam por meio dos leques, que dependendo da posição, falavam uma linguagem de amor que só os amantes compreendiam. No sistema patriarcal as esposas tinham alguma autoridade concedida pelos maridos apenas dentro de casa, fora dela eram consideradas apenas as "sombras do marido" não tendo permissão para nada. Com bastante influência católica os cômodos da casa eram preenchidos com terço, missal, esculturas representativas de santos. Além de que a religião católica exercia um papel fundamental no cotidiano e educação doméstica que incluía orações e catecismo. Dá pra se imaginar vivendo nessa época?!



Curiosidade: o casamento era escolhido pelos pais da filha e, quando escolhido, havia um baú (apresentado na foto acima) em que os pais presenteavam no noivado do casal com bens de valor como joias e dinheiro para ajudá-los financeiramente. Nisso, criou-se a expressão "golpe do baú" pois muitos rapazes fingiam compromisso com as filhas de famílias ricas e, após o baú ser preenchido com os bens, eles roubavam o baú e fugiam da família.


Mais Informações

O Museu funciona de terça a sexta das 9 às 17h e no sábados e domingos das 14 às 17h. O ingresso custa R$6,00 entrada inteira e R$3,00 meia entrada para estudantes e idosos maiores de 60 anos. Você pode agendar uma visita guiada pelo telefone (81) 3184-3174 e, se tiver dúvidas, entre em contato pelo telefone (81) 3184-3170, pelo site, por e-mail museu.mepe@gmail.com, pela fanpage ou pelo instagram. Para maiores informações do local consulte o mapa abaixo:


Espero que tenham curtido o passeio e que sirva de incentivo para vocês conhecerem melhor o lugar em que vocês moram! Não é só no exterior que tem coisa bonita não, procura direitinho que tu acha lugares bacanas pertinho de ti! :)

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